domingo, 14 de novembro de 2010

Infarto sem dor


O infarto é um processo no qual o abastecimento de sangue para algum órgão como o fígado ou coração é reduzido ou totalmente eliminado. A expressão infarto é mais utilizada quando este processo ocorre no coração. Esse evento ocorre geralmente quando uma artéria coronária é obstruída parcialmente ou totalmente por placas de colesterol ou seja placa de ateroma. Mas é obvio que existem outros fatores que podem levar o indivíduo a sofrer um infarto como o surgimento de trombos, dislipidemia que é o acumulo de gordura no sangue, êmbolos coronarianos e em até mesmo acidentes como por exemplo uma bolada na região do tórax e desta forma diminuindo o abastecimento de sangue para o coração. O estresse também é um fator muito importante que pode levar ao infarto.

De acordo com José Carlos Nicolau, diretor da Unidade de Coronariopatia Aguda do Incor (Instituto do Coração) de São Paulo, em um infarto normal, se existe um local do coração em sofrimento ele pede socorro, portanto, dói. Mas há pessoas que não sentem absolutamente nada e infartam. Este é chamado de infarto sem dor ou infarto silencioso.

Desta forma o famoso quadro clínico da forte dor no peito, que passa para os braços e atinge grande parte dos pacientes que sofrem o infarto, não acontece em indivíduos que têm o infarto silencioso ou também conhecido como infarto sem dor, que também é uma das formas de ocorrer o infarto agudo do miocárdio (IAM).

Diversos estudos demonstram que cerca de 20% dos pacientes que têm infarto sofrem o infarto sem dor, uma estatística até alta.

O infarto sem dor apresenta uma grande preocupação pois a principal característica do infarto é a dor este com certeza é o principal sintoma. Pessoas que passam pelo infarto sem dor não sabem que sofreram um infarto e podem ficar com esse infarto durante meses, ou seja o indivíduo fica meses com o coração infartado, sem saber que isso acontece com ele, sem uso de medicamento, sem tratamento.

É evidente que no infarto sem dor também surja sintomas, mas que em muitas vezes passa-se despercebido, a principal sequela deste tipo de infarto é a falta de ar e cansaço. Segundo o professor da Faculdade de Medicina da USP Antônio Carlos Palandri Chagas, o coração não para de bater mas perde a eficiência ao infartar. Com isso, o bombeamento de sangue fica deficiente e a pessoa passa a sentir falta de ar, explica.

Nesses casos, é necessário ficar atento para os outros sintomas além da dor, os sintomas que geralmente são frequentes são: o mal-estar, palidez , suor frio, que surge devido o corpo começar a retirar sangue de áreas menos importantes e assim enviar para o coração desta forma surge a palidez e o suor frio, sintomas como náuseas e vômitos também são bem frequentes, em determinados casos pode levar até desmaios, isso devido aos mecanismo de defesa que temos no organismo. E não é difícil o médico confundir estes sintomas com outras patologias e desta forma dar diagnóstico errado, e assim tratar o paciente de forma erronia.

O infarto silencioso ocorre geralmente em idosos, que nesta fase o infarto sem dor apresenta uma maior incidência, estudos indicam que em idosos o infarto sem dor representa cerca de 70% dos infartos, esse tipo de infarto também é bastante comum em diabéticos e em mulheres. Devido a menopausa e a pós menopausa onde ocorre falta do hormônio estrógeno que faz a regularização dos órgãos e metabolismo levam as mulheres a ficaram propensas ao infarto ou seja desprotegidas. A ausência da dor nestes casos ocorre devido a perda de sensibilidade nestes casos a dor é alterada.

Segundo Otávio Rizzi Coelho, professor de cardiologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), outro agravante para os diabéticos é que a sudorese, falta de ar e cansaço são sintomas da hipoglicemia (queda dos níveis de glicose), que é muito comum entre os pacientes que sofrem este tipo de infarto. Aproximadamente 30% dos diabéticos hipoglicemicos sofrem esse tipo de infarto.

AS ALTERAÇÕES BIQUÍMICAS

Diversas pesquisas apontam que a avaliação dos níveis de troponina cardíaca no organismo de indivíduos que supostamente sofrem o infarto indolor que é clinicamente silencioso pode diagnosticar se esse indivíduo realmente foi infartado.

  • Troponina

Troponinas são macromoléculas, são componentes proteicos. Esses componentes fazem parte dos músculos estriado do coração. São conhecidos três tipos de troponinas, a troponina C, a troponina I e a troponina T, essas proteínas se ligam entre si e ligam a outra proteína chamada de tropomiosina. A troponina C têm a estrutura idêntica do músculo esquelético e do músculo cardíaco. Já as troponinas cardíacas como a troponina I (cTnI) e a troponina T (cTnT) são produtos de diversos genes comparados as troponinas T e I da musculatura esquelética. Estas duas troponinas cTnI e cTnT podem ser medidas por uma técnica que se chama radioimunoensaio que usam técnicas parecidas e os mesmos instrumentos laboratoriais para testes mais conhecidos como o hormônio estimulante da tireóide (TSH).

Os níveis de cTnT e cTnI não é possível detectar no sangue, são indetectáveis pelo menos os métodos disponíveis na atualidade que apontam que os valores cTnI e cTnT são efetivamente zero. Após um infarto ocorre a necrose do tecido sendo assim também ocorre a liberação na circulação de componentes intracelulares, incluindo enzimas como a creatino-kinase (CK), suas isoenzimas (CK-MB) e também as troponinas cTnI e cTnT, na qual estas podem ser detectadas no mesmo espaço de tempo que as CK e CK-MB. Então em todos os casos de infarto, ele sendo com dor ou sendo silencioso, todas estas pessoas irão apresentar níveis detectáveis de cTnI e cTnT, mas isso em cerca de 12 horas após o evento ou até mesmo mais precocemente. Estas Enzimas também possui função de indicar a resposta a uma variedade de tratamentos usados como a utilização de heparinas de baixo peso molecular e os antagonistas.

· CK e CK-MB

A creatina quinase (CK) é enzima que é composta pela união de duas subunidades, essas subunidades podem ser do tipo B e/ou do tipo M, elas podem estar em até três combinações, estas combinações correspondem às isoenzimas CK-BB, CK-MB e a CK-MM. Cada uma destas enzimas possui atividades preponderante em algum tecido ou em algum órgão de interesse:

- Isoenzima CK-BB: encontra-se na próstata, útero, placenta, glândula tireóide, musculatura lisa e no cérebro;
- Isoenzima CK-MB: encontra-se cerca de 1% da CK total no músculo esquelético e 45% em músculo cardíaco;
- Isoenzima CK-MM: encontra-se aproximadamente 99% da CK total no músculo esquelético e 55% em músculo cardíaco.

Atualmente a determinação da creatina quinase total no indivíduo não é mais recomendada para o diagnóstico de infarto, sendo assim esta técnica é pouco usada, isso ocorre devido a ampla distribuição nos tecidos, assim resultando em baixa especificidade, o que é extremamente ruim para um diagnóstico. Mas isoenzima MB é uma opção que até o presente momento parece ser bem adequada para este tipo de diagnóstico, principalmente se a dosagem de uma das troponinas não estiver disponível. Esta isoenzima contem uma elevada sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de lesão do músculo cardíaco, ou seja para o infarto. De modo geral, são realizadas três determinações que são seriadas em um período de 9 a 12 horas. Se no caso essas três dosagens estiverem dentro dos intervalos de referência, sem nenhuma alteração, o diagnóstico de infarto pode ser excluído, por tanto não ocorreu um infarto. A concentração da CK-MB aumenta em cerca de 3 a 8 horas após um processo onde ocorre uma lesão, atinge um pico em 24 horas e depois se normaliza em 72 a 96 horas isso após um único episódio. A intensidade da elevação dos níveis de CK-MB se correlaciona com o volume de tecido lesionado e com o prognóstico.

.MARCADORES BIOQUÍMICOS DE LESÃO CARDÍACA

Os marcadores bioquímicos são substâncias que geralmente existentes no interior das células, estas substâncias são liberadas na circulação quando acontece uma injúria celular, esta injúria pode ser temporária ou até mesmo permanente. Existe uma grande limitação na maioria dos marcadores bioquímicos que é a falta de especificidade. Um marcador ideal é aquele que possui ocorrência exclusiva em determinado tipo de célula.

Variedades de marcadores bioquímicos da injúria celular miocárdia:

- Marcadores citoplasmáticos enzimáticos: que têm como a creatinoquinase (CK) e a glicogênio-fosforilase (G6P);
- Marcadores citoplasmáticos não enzimáticos: mioglobina e a cardioproteina ligada aos ácidos graxos (hFABP);
- Marcadores não citoplasmáticos e não enzimáticos: cadeias de miosina e, principalmente, as enzimas troponinas.

É evidente que a insuficiência circulatória provoca varias alterações nas células, estas alterações podem variar desde as pequenas perdas de pequenas propriedades da membrana celular até mesmo a morte da célula. Devido essas modificações, certas substâncias que são intracelulares ganham o espaço intersticial e a circulação sanguínea, no que resulta em um aumento transitório dos níveis circulantes. Estas substâncias incluem a mioglobina, aspartato aminotranferase, a creatina quinase, a desidrogenase láctica, as troponinas (muito importante), entre outras, essas substâncias têm sido identificadas a partir de marcadores de lesão cardíaca. Os marcadores bioquímicos são a expressão bioquímica da lesão das fibras cardíacas, mas não indicam a etiologia do processo, ou seja não indicam a causa, mas são extremamente fundamentais para um bom diagnóstico.

SUBSTÂNCIAS QUE PODEM SER IDENTIFICADAS A PARTIR DOS MARCADORES DE LESÃO CARDÍACA

Aspartato aminotransferase - AST

O aspartato aminotransferase, este antes era denominado de transaminase glutâmico oxalacética (TGO) esta enzima pode ser encontrada nas fibras musculares esqueléticas e cardíacas, nos parênquimas hepático, pancreático e renal, nos eritrócitos e também no sistema nervoso central. O aspartato aminotransferase foi a primeira enzima utilizada para diagnosticar o infarto do miocárdio. Mas este uso com tal finalidade foi abandonado devido a não especificidade, devido esse problema e devido ao surgimento de outros marcadores mais sensíveis e mais específicos o aspartato aminotransferase não é mais usado para o diagnóstico de lesão cardíaca ou infarto.

Creatina quinase total e isoenzimas – CK

Como já dito anteriormente são marcadores amplamente utilizado. A creatinoquinase (CK) com seus subtipos: CK-MM este é predominante na musculatura esquelética; CK-BB predomina no tecido cerebral e o subtipo CK-MB este que predomina nas células do miocárdio.

Desidrogenase láctica total e isoenzimas – DHL


Este possui uma ampla distribuição em diferentes tecidos, sendo assim resulta em uma baixa especificidade no que resulta em um fator que compromete o diagnóstico. Desta também não é mais recomendada para o diagnóstico do paciente com lesão cardíaca.

Mioglobina


A mioglobina é uma proteína extremamente importante para as células dos músculos esquelético e cardíaco. Esta proteína pode ser amplamente útil para descartar o diagnóstico de infarto/ lesão cardíaca, devido ao seu elevado valor preditivo negativo. Devido ser uma proteína que está presente no citoplasma e também de baixo peso molecular, ela é liberada para a circulação precocemente isso após uma lesão isquêmica na fibra miocárdica. As concentrações mais elevadas são observadas de 1 a 2 horas após o início da dor de infarto, geralmente atingindo o pico em 12 horas e, em geral, normalizando 24 horas após um episódio único. A curva contribui grandiosamente para que a determinação seriada seja útil no diagnóstico de re-infarto nos pacientes com dor precordial que seja recorrente. A elevação da mioglobina circulante não é específica de lesão cardíaca, ela também ocorre no trauma da musculatura esquelética e na insuficiência renal também é muito comum. Os métodos para fazer a dosagem que mais amplamente utilizados são os de turbidimetria e nefelometria.

Troponinas - cTnT e cTnI


Como já dito anteriormente as troponinas são proteínas estruturais que estão envolvidas no processo de contração musculares esqueléticas e cardíacas. As troponinas são um complexo composto por três proteínas: troponina C, troponina I e troponina T. Como existem as diferenças antigênicas entre as troponinas dos músculos esqueléticos e cardíacos, este uso dos anti-soros específicos permite a identificação e quantificação de cada uma delas. As troponinas T (cTnT) e a I (cTnI) são conhecidas como marcadores bioquímicos mais específicos e sensíveis para o diagnóstico de lesão isquêmica do miocárdio. Desta forma são uma das mais usadas para este tipo diagnóstico.

Os marcadores bioquímico de lesão cardíaca devem ser quantificados em todos os pacientes que possivelmente sofreram um infarto. Existem outros tipos de exames que devem ser usados juntamente com os marcodores como o exame de eletrocardiograma, sendo assim devem ser usados em conjunto com os marcadores bioquímicos neste tipo de diagnóstico, quando ocorre a suspeita de infarto agudo do miocárdio (IAM). Estes marcadores cardíacos de lesão miocárdica são proteínas liberadas na circulação pelo músculo cardíaco danificado, como já dito. Como foi descrito acima o marcador cardíaco mais importante no diagnóstico da atualidade é a troponina, devido ela ser derivada exclusivamente do músculo cardíaco. Portanto a tropanina é o marcador preferencial para o diagnóstico de IAM.

A troponina, possibilita a detecção quantitativa de áreas pequenas de lesão cardíaca. Na CK-MB A CK-MB a massa é uma alternativa aceitável quando a troponina não está disponível. Em relação a estes testes a proteína é medida simplesmente como um antígeno e assim sem depender de suas propriedades enzimáticas. A isoenzima CK-MB possui uma maior concentração nos miócitos do coração do que nos esqueléticos. Então ela irá oferecer um ganho de sensibilidade e especificidade quando assim comparada com o valor do CK total. A CK total pode ser um marcador extremamente sensível de lesão miocárdico, é evidente que também possui uma baixa especificidade, isso ocorre devido a quantidade alta de concentração no músculo esquelético. Mas o CKMB também constitui de 1 a 3% da CK presente nos músculos esquelético, e está presente em menores quantidades no intestino, diafragma, útero e próstata. Desta forma, a especificidade da CKMB pode ser suspensa em casos de lesão nesses outros órgãos. As medidas seriadas são importantes para identificar a alta e a baixa, ou seja subida e descida dos marcadores e desta forma mantendo-se a grande especificidade do diagnóstico do IAM.

. MÉTODO DE DOSAGEM DA CK TOTAL

A enzima CK catalisa reações da creatina fosfato e adenosina difosfato, assim formando a creatina e ATP. A glicose é fosforilada pelo ATP devido a ação da hexoquinase, assim forma a glicose-6 fosfato, que depois é oxidada pela gicose-6 fostato-desigrogenase e forma a glicose- 6 fosfogluconato, na presença NAD+. Uma O NAD+ é reduzida a NADH, assim ocorrendo aumento da absorbância que é proporcional a atividade de CK na amostra.

Valores de Referência para o plasma:

25°C 30°C 37°C

Mulher: 7- 55 U/L 10- 80 U/L 26- 140 U/L

Homem: 10- 65 U/L 15- 105 U/L 38- 174 U/L

. MÉTODO DE DOSAGEM DAS ISOENZIMAS CK-MB

A subunidade M é inibida por um anticorpo específico, que este não afeta o CK-B. A concentração catalítica da enzima B corresponde à metade da atividade da CK-MB, insto é determinado através de reações que são aclopadas da hexoquinase e da glicose- 6 fosfato desidrogenase. A quantidade de NADP+ e diminuida e assim forma NADPH, desta forma ocorre um elevado aumento da atividade catalítica de CK.

Valores de Referência para o plasma:

Temperatura: 37°C

Valores: até 25 U/L

sábado, 13 de novembro de 2010

Princípios do Eritrograma

Eritrograma é o estudo da série vermelha, ou seja glóbulos vermelhos (eritrócitos ou hemácias). Os eritrócitos são unidades morfológicas do sangue, em condições normais representa cerca de 4,5 a 6,5 x 106/mm³ com uma vida de 120 dias, sendo células desprovidas de núcleo. Estas células são constituídas basicamente por globulina e hemoglobina, 4 moléculas proteicas de estrutura terciária e 4 grupamentos heme que contém ferro os íons de ferro, possuem capacidade de se ligar a átomos de oxigênio. A função da hemoglobina é a de transporte: oxigênio e gás carbônico. No microscópio óptico, os eritrócitos possuem coloração acidófila, ou seja de coloração rosada. As eritrócitos apresentam coloração central mais clara e coloração um pouco mais escura na periferia e são células bicôncovas. Em indivíduos normais, possuem tamanho mais ou menos uniforme, um pouco menor que os Leucócitos. Quando o eritrócito possui tamanho normal ela é chamada de normocítica. Quando ela apresenta coloração normal é chamada de normocrômica.


ANISOCITOSE:
Se refere ao aumento do tamanho dos eritrócitos. Uma anormalidade comum em desordens hematológicas.

CÉLULAS EM ALVO:
São células que possuem coloração aumentada no meio da área onde é mais clara. Os eritrócitos em alvo se formam em decorrência de um excesso de membrana, podendo ser microcíticos, macrocíticos ou normocíticos.

CÉLULAS ESPICULADAS:
São os equinócitos, acantócitos, queratócitos e esquistócitos. Para fazer a diferenciação usa-se a microscopia eletrônica de varredura.

DACRIÓCITOS:
São eritrócitos em forma de lágrima. Podem ser visualizados em fibrose da medula óssea ou diseritropoese severa. É característico de anemia megaloblástica, talassemia maior e da mielofibrose.

DIMORFISMO:
É a presença de populações distintas de eritrócitos em uma determinada distensão sanguínea de células hipocrômicas microcíticas e de células normocrômicas podendo ser normocíticas ou macrocíticas.

ESFEROCITOSE: São células esféricas e parece menor que um eritrócito.

ESTOMATOCITOSE:
São eritrócitos que possui uma fenda ou estoma linear central. Podendo ser vistos na distensão sanguínea de indivíduos sadios, porém ocorrem com frequência em indivíduos com patologias hepáticas. A frequência é alta em casos de hepatopatia alcoólica.

HIPERCROMIA:
São células com coloração maior que a normal.

HIPOCROMIA:
São eritrócitos com coloração reduzida com aumento da palidez central das hemácias devido à falta de Hb.

INCLUSÕES NOS ERITRÓCITOS:
São inclusões arredondadas, com tamanho médio. São fragmento de material nuclear, essas formações são aumentadas nas anemias megaloblásticas e no hipoesplenismo.

MACROCITOSE:
É o aumento do tamanho dos eritrócitos.

MICROCITOSE: Microcitose é a diminuição do tamanho dos eritrócitos.

MICROORGANISMOS:
Podem ser encontrados microorganismos como o parasitas.

OVALOCITOSE:
São eritrócitos com forma oval. É característico de anemia megaloblástica e da mielofibrose idiopática.

POIQUILOCITOSE:
Quando o eritrócito possui morfologia anormal. Usa-se o termo poiquilocitose, quando há um número exagerado de células de forma anormal.

POLICROMASIA:
São eritrócitos de coloração róseo-azulada geralmente devido corantes básicos (pelo RNA ribossômico).

PONTILHADO BASÓFILO:
É a presença de inclusões basófilas, contendo RNA.



PARA ACESSAR IMAGENS RECOMENDO
: http://www.hematologyatlas.com

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Infecção do Trato Urinário

Pode-se definir infecção urinária como uma invasão e multiplicação de bactérias ou fungos na urina do aparelho urinário, onde ocorre uma inflamação que pode acometer rins e/ou nos bexiga. Atualmente as bactérias que mais causam infecção do aparelho urinário são as Escherichiae coli, as Klebsielae e os Proteus, sendo todas elas participantes da flora intestinal e que muitas vezes podem estar presentes no meio vaginal, devido a falta de higiene a poucos cuidados.

De acordo com o Carmen Macedo Esparis, et al; A Escherichia coli é uma das principais causas de doenças infecciosas em seres humanos e é o agente etiológico mais freqüente das infecções do trato urinário, acometendo principalmente mulheres e crianças e potenciais uropatogênico são atributos de subpopulações bacterianas, carreadoras de propriedades específicas de virulência.
A infecção do trato urinário é sem dúvida uma das mais freqüentes infecções bacterianas do ser humano, estudos apontam que é a segunda infecção mais comum em toda a população em geral. Sua incidência é b
em maior em pacientes do sexo feminino porém também pode ser bem comum em crianças no primeiro ano de vida.
Existem dois tipos básicos de infecção urinária a primeira que compromete somente o trato urinário baixo, esta infecção é chamada de cistite, a segunda afeta o trato urinário inferior e o superior, esta é chamada de infecção urinária alta ou pielonefrite. A cistite pode ser ou não sintomática podendo ser complicadas e não complicadas. As complicadas possuem maior risco de falha durante a terapia e sendo associadas a diversos fatores no qual favorecem a ocorrência da infecção. A infecção complicada ocorre geralmente em um aparelho urinário com alterações fisiológicas tanto funcionais como estruturais. Em geral as cistites são infecções não complicadas diferente das pielonefrites. Tanto a infecção urinária baixa como a alta podem ser agudas ou crônicas e sua origem pode ser comunitária ou hospitalar.

Segundo Ita Pfeferman Heilberg, a ITU é classificada como não complicada quando ocorre em paciente com estrutura e função do trato urinário normais e é adquirida fora de ambiente hospitalar. As condições que se associam à ITU complicada incluem as de causa obstrutiva (hipertrofia benigna de próstata, tumores, urolitíase, estenose de junção uretero-piélica, corpos estranhos, etc); anátomofuncionais (bexiga neurogênica, refluxo vesico-ureteral, rim-espongiomedular, nefrocalcinose, cistos renais, divertículos vesicais); metabólicas (insuficiência renal, diabetes mellitus, transplante renal); uso de catéter de demora ou qualquer tipo de instrumentação.
Geralmente, no aparelho urinário, não existem quaisquer microorganismos que podem ser patológicos. Sendo assim, no intestino e na vagina existem vários microorganismos que são da respecti
va flora no qual nestes meios não são habitualmente perigosos e não provocam infecção, mas existem outros meios, nomeadamente no urinário, que podem levar o indivíuo a uma infecção.

Como já dito as bactérias causadoras da infecção urinária podem estar presentes na flora intestinal, no qual podem penetrar acidentalmente no aparelho urinário através da uretra e mesmo com a existência de mecanismos de defesa, esta bactéria pode escapar destes mecanismos e se alojar no sistema urinário. Portanto é evidente que hábitos de higiene e doenças que comprometem mecanismos de defesa estimulam a agressividade das bactérias podem ser fatores predisponentes. Exemplo disso é a diminuição da ingestão de líquidos, condicionando assim em uma hiperconcentração urinária, o esvaziamento vesical incompleto e pouco freqüente, as doenças que provocam obstrução urinária, certas manobras ou tratamentos agressivos onde ocorre uma invasão do aparelho urinário ou alteração da flora microbiana periuretral e muitos outros fatores são de risco para a infecção urinária.

Geralmente, durante a infecção de urina o ato de urinar (micção) é voluntário e não é acompanhada de dor nos primeiros dias, mas após certo período de tempo pacientes sentem um desconforto ou dor durante a e principalmente pós micção, que dura poucos segundos. A presença de alguns sintomas associados ao ato de urinar leva o médico a pensar em ITU.

Tais como:

Dor ao urinar, principalmente no final da micção;

Ardência na uretra durante a micção;

Dificuldade para iniciar a micção;

Urgência miccional;

Ato de urinar várias vezes ao dia e em pequenas quantidades;

Urina com mau cheiro e muitas vezes de coloração alterada;

Pode haver eliminação de sangue na urina (urina hemorrágica).

Muitas vezes o indivíduo sente dor na parte baixa do abdome que pode estar associada ou não com o ato de urinar. A infecção no estágio avançado pode acometer o rim, neste caso o quadro clínico é bem mais grave e o paciente fica como febre, calafrios, dor lombar, náuseas, vômitos e em alguma vezes com cefaléia.

Em crianças os sintomas nem sempre são evidentes, muitas vezes elas podem apresentar sintomas em locais não relacionados ao sistema urinário como: febre, falta de apetite e perda de peso.

Na presença de qualquer um desses sintomas deve-se procurar um médico, para que possa ser feito uma entrevista e o exame físico. O principal exame a ser solicitado é o exame de urina. Neste exame é capaz de mostrar a presença de bactérias na urina e também outros sinais que ajudam a fazer o diagnóstico da infecção urinária. Além do exame de urina rotina costuma-se solicitar uma cultura (urocultura), no qual é possível mostrar a proliferação de bactérias e ao mesmo tempo permite identificar qual é a bactéria causadora da patologia.

Em casos raros, principalmente em crianças e pacientes com história de várias ITU, é solicitado exames de imagem, como o ultra-som, o raio X com contraste das vias urinárias (urografia excretora). Estes ajudam a diagnosticar defeitos congênitos, e auxiliar qual tratamento que deve ser feito.

Para o tratamento da ITU é usado antibióticos que são escolhidos de preferência após resultados da urocultura. Porém, isso não é necessário na maioria das vezes. A urocultura é feita geralmente em casos de infecção nos rins ou quando os antibióticos são dados por via venosa, os outros casos podem ser tratados com medicamentos por via oral. O tempo do tratamento varia muito pois depende do tipo de infecção urinária e do antibiótico escolhido, podendo durar 3, 7 10 ou 14 dias. É de extrema importância que seja feito o tratamento durante todo o período prescrito pelo médico, para evitar a recorrência do quadro clínico.

Nas pessoas que apresentam ITU repetida (3 ou mais episódios em 12 meses), pode-se indicar o uso de antibiótico profilático, ou seja este indivíduo irá tomar antibiótico diariamente, com o objetivo de evitar o desenvolvimento de ITU.

Já na bacteriúria assintomática, isto é, a presença de bactérias na urina na ausência de ITU instalada, quase sempre não necessita tratamento. A exceção é a mulher grávida. Em gestantes, todos os casos de bacteriúria assintomática devem ser tratados com antibióticos, pelo fato destas pacientes desenvolvem mais freqüentemente infecções dos rins, que são bastante danosas para a paciente.

Métodos de prevenção da ITU:

Ingerir bastante líquido (média de 2 litros por dia);

Evitar reter a urina, urinando sempre que a vontade surgir;

Prática de relação sexual protegida;

Evitar o uso indiscriminado de antibióticos, sem indicação médica.

Medidas de prevenção especial para as mulheres:

Limpar-se sempre da frente para trás, após a micção;

Lavar a região perianal após as evacuações;

Evitar o uso de absorventes internos;

Evitar a realização de “duchas”, “chuveirinhos”;

Evitar o uso constante de roupas íntimas de tecido sintético, preferir as de algodão;

Usar roupas mais leves para evitar transpiração excessiva na região genital.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Síndrome Metabólica


A Síndrome metabólica é uma associação de diversos eventos ou problemas que podem aumentar as chances de um indivíduo desenvolver uma determinada doença cardíaca, ou seja é um conjunto de fatores que com o aumento elevam o riso de desenvolver doenças cardiovasculares, como o infarto agudo do miocardio, AVE (acidente vascular encefálico), e também Diabetes mellitus especificadamente do tipo II. Estes fatores são: Obesidade, resistência á insulina (associada a hiperglicemia e a hiperinsulinemia), pressão alta, níveis elevados de triglicérides e baixo nível de HDL no sangue estão intimamente relacionados com a síndrome metabólica.
O infarto que ocorre após uma lesão tecidual isquêmica, esta que é irreversível, isto ocorre devido à falta de oxigênio e nutrientes. A falta de nutrientes é devido geralmente a uma placa de ateroma que é formada dentro da artéria, nesta situação leva à morte celular (necrose), na qual desencadeia uma reação inflamatória neste local. Então, indivíduos com a síndrome metabílica podem desencadear um infarto com maior facilidade, são indivíduos que estão no grupo de risco.

Na década de 80, um pesquisador chamado Reaven, realizava observações em doenças frequentes como hipertensão, alterações na glicose e no colesterol e muitas vezes notou-se que tais alterações eram muito comuns e estavam associadas à obesidade. E além disso estas alterações estavam unidas pela resistência à insulínica. Após isso foi constatado que esta síndrome estava ligada também as doenças cardiovasculares. Então a Síndrome Metabólica foi relacionada a uma mortalidade geral duas vezes maior que na população normal e mortalidade cardiovascular cerca de três vezes maior.
De acordo com Thais Della Manna a obesidade assume proporções alarmantes no mundo inteiro, paralelamente ao aumento do sedentarismo e ao fácil acesso aos alimentos altamente hipercalóricos. Este fenômeno não poupou crianças e adolescentes, que passaram a ser avaliados quanto à possível ocorrência de complicações imediatas e tardias relacionadas à obesidade, como a doença cardiovascular, o diabetes mellitus do tipo 2, o câncer e a morte prematura.
Diversos estudos apontam que o acumulo de gordura na região abdominal aumenta o risco de doença cardiovascular e morte prematura; estas alterações associadas com obesidade abdominal, ou seja tecido atiposo acumulado da região abdominal que incluem as dislipidemias, resistência à insulina, diabetes de tipo 2 e a síndrome metabólica. Torna-se claro que a distribuição de gordura é importante quando se considera os riscos da obesidade abdominal.

O que causa?

É evidente que tendências genéticas para a síndrome metabólica possam estar presentes mas ela também é basicamente uma conseqüência de uma dieta inadequada para o estilo de vida de determinada pessoa. O excesso de ganho de peso resultante na infância principelmente e/ou durante a vida adulta. O estilo de vida, o condicionamento influenciam profundamente a gravidade da síndrome metabólica.
Um dos fatores que aumenta muito o risco de síndrome metabólica é a dislipidemia, como já visto anteriormente, esta disfunção é causada quando se tem uma dieta rica em colesterol e gorduras, principalmente de gorduras de origem animal.
Desta forma um indivíduo pode estar com dislipidemia por estar com aumento de peso, ter uma dieta inapropriada, ser sedentário, mas também pode ter mesmo não tendo nenhum destes fatores de risco mas sim, por questões genéticas. Pode ainda ser causada por outras doenças que interfiram o metabolismo como diabetes mellitus ou simplesmente pelo uso de alguns medicamentos como corticóides. Mas independente da causa, a dislipidemia pode causar doença cardíaca ou AVE.

Tratar e Prevenir

O principal tratamento e o mais eficaz para a SM é simplesmente mudar os hábitos de vida, como alimentação e praticar atividades físicas, então é fundamental obter uma alimentação mais saudável e a prática de exercícios físicos. Isso faz com ocorra uma perda do excesso de peso. Estes fatores encontram-se interligados, para a melhoria do quadro clínico da síndrome metabólica que pode levar a uma melhoria global de todo o quadro clínico ou até mesmo da cura.
Também existem tratamentos farmacológicos que pode ser necessários para controlar sintomas como a hipertensão arterial e controlar os níveis de colesterol.
Aumentar a prática de atividades físicas são um das melhores maneiras de controlar ou combater essa condição. É recomendado que pessoas que possuem risco de apresentar a síndrome metabólica devem procurar um médico, e de preferência um especialista. Os endocrinologistas por exemplo são expecialistas em hormônios e metabolismo e estes podem avaliar se a pessoa apresenta ou não a síndrome metabólica, e também recomendar o melhor tratamento para determinada pessoa.
Obter um estilo de vida saudável é inprecendível, incluindo uma atividade física regular e uma alimentação equilibrada como já dito anteriormente, bem como manter o peso corporal dentro dos padrões normais, são sem dúvida as melhores maneiras para prevenir e também de tratar essa condição clínica.

Algumas dicas:

• Manter um peso corporal adequado.
• Consumir alimentos com baixo teor de gordura saturada, trans e colesterol.
• Praticar atividade física rgulamente.
• Não fumar.
• Não fazer o uso de Bebidas alcoólicas.
• As pessoas com triglicérides elevados devem reduzir a ingestão de carboidratos.